quarta-feira, 9 de agosto de 2017

Eid Al Adha – Saiba mais sobre a “Festa do Sacrifício”

Eid Al Adha significa, literalmente, a “Festa do Sacrifício”. É um feriado islâmico que marca a disposição de Abraão de sacrificar seu filho Ismael como um ato de obediência a Allah – e a misericórdia de Allah em colocar um cordeiro no lugar de Ismael no último momento. Os muçulmanos acreditam que o momento em que Abraão levantou a faca, Allah disse-lhe para parar, informando que ele tinha passado no teste e que deveria substituir Ismael com um carneiro de sacrifício. Este Eid também marca o fim do Hajj, a peregrinação anual a Meca, na Arábia Saudita.

Quando é?
O Eid Al Adha é observado anualmente e acontece no décimo dia do Dhu al-Hijjah, o décimo segundo mês de acordo com o calendário lunar. Ou seja, a cada ano, cai em um dia diferente do nosso calendário. Este ano, a data é 31 de agosto em alguns países da América e em outros países será dia 01 de setembro. A celebração acontece imediatamente após o Dia de Arafat.
Dia de Arafat?
Ocorre um dia antes do Eid Al Adha, no nono dia do mês, e marca o dia em que Abraão aceitou o pedido de Allah e se dirigiu ao monte para executar o sacrifício de seu filho. Exatamente por isso, no Dia de Arafat o álcool é banido e os fiéis costumam peregrinar até o Monte Arafat e orar.
Quantos Eids existem?
Dois. O Eid-al-Fitr marca o fim do Ramadã, quando os muçulmanos em todo o mundo quebram seu longo jejum de um mês. A data do Eid al-Adha também varia de acordo com o calendário lunar islâmico.
Como é celebrado?
Monte Arafat

O dia começa com as orações da manhã, seguido de visitas a familiares e amigos e da troca de comida e presentes. Animais são abatidos, normalmente uma ovelha ou uma cabra, durante as celebrações do Eid como um símbolo do sacrifício de Abraão a Alá. Os animais têm de cumprir determinadas características a fim de qualificar-se para o sacrifício: eles não podem estar doentes, cegos, coxos ou visivelmente abatidos e devem respeitar restrições de idade.
A carne é, então, dividida em três partes: uma parte para a família, uma para amigos e parentes e outra para os pobres e necessitados. Depois disso, tradicionalmente, ela é usada para fazer um churrasco e outros pratos baseados na proteína e, por isso, este Eid é conhecido como o “Eid Salgado” – versus o “Eid Doce”, representado pelo Eid-al-Fitr, quando a ênfase é dada a pratos doces.
Não só o abate é divido com os mais necessitados, como os muçulmanos compartilham comida e dinheiro com os pobres para que eles possam tomar parte nas celebrações. Desta forma, a caridade é uma parte fundamental do Eid Al Adha, assim como do Eid-al-Fitr e da religião (caridade é um dos cinco pilares do Islã, sabia?), e aqueles que podem devem ajudar os menos afortunados, especialmente nessas datas.


Fonte : Destino Dubai
Imagens : Google

Quando é Eid al-Adha em 2017?

Note-se que no calendário muçulmano, um feriado começa no pôr do sol do dia anterior, então os muçulmanos vão  comemorar Eid al-Adha no pôr do sol de quinta-feira, 31 de agosto deste ano.
Embora Eid al-Adha esteja sempre no mesmo dia do calendário islâmico, a data no calendário gregoriano varia de ano para ano, já que o calendário gregoriano é um calendário solar e o calendário islâmico é um calendário lunar. Esta diferença significa que Eid al-Adha se move no calendário gregoriano aproximadamente 11 dias por ano. A data de Eid al-Adha também pode variar de país para país, dependendo se a lua tenha sido avistada ou não.
As datas fornecidas aqui são baseadas nas datas adotadas pelo Conselho Fiqh da América do Norte para a celebração do Eid al-Adha. Observe que essas datas são baseadas em cálculos astronômicos para afirmar cada data, e não no avistamento real da lua com os olhos nus. Essa abordagem é aceita por muitos, mas ainda está sendo debatida.
O Rei do Marrocos Mohamed VI instruindo o sacrifício.

Mulheres afegãs lançam campanha para ser chamadas por seus nomes

A campanha "Onde está meu nome?", organizada por diversas mulheres, tem tomado conta das redes sociais desde o dia 5 julho no Afeganistão. Laleh Osmany, jovem de Hérat, cidade no oeste do país, foi quem iniciou o movimento no Facebook. Ela exige algo que parece simples em diversos lugares no mundo: ser chamada por seu nome.

No Afeganistão, a identidade das mulheres não aparece em suas certidões de nascimento e de casamento. Em cidades mais afastadas, os homens usam até apelidos como "meu animal", "minha cabrita" ou "minha galinha". Quando perguntamos às mulheres nas ruas, por exemplo, se elas são chamadas por seus nomes, elas respondem: "Não, nós temos o hábito de guardar nosso nome em segredo. Se nós o revelássemos, isso nos causaria problemas com nossa família".

Uma professora de Cabul vestida com seu uniforme, só é reconhecida pela sua profissão. Segundo uma tradição local, um homem cujo nome da esposa é conhecido por pessoas que não são de sua família é considerado incapaz de protegê-la.

Sem menção às mulheres

Tahmina Arian, jovem estudante de ciências políticas de 26 anos, moradora de Kaboul, não esperou muito para se juntar ao movimento. Após pesquisar um pouco a respeito, ela se deu conta de que, na maior parte dos cemitérios, não há menção às mulheres. "Fiquei chocada, em alguns túmulos estava escrito 'mulher de fulano'".

Para Tahmina, sem ter um nome público, as mulheres ficam impedidas de se definir como seres humanos e de ter consideração por si mesmas. "Quero que as coisas mudem. Estou cansada de ver que no século 21 as pessoas vivem como se estivessem na Idade Média. É difícil, é doloroso. Se eu não agir, quem agirá? É preciso começar por algum lugar e estamos tentando o máximo que podemos", afirma.

A estudante explica que sua mãe nunca foi chamada pelo nome e sempre recebeu alcunhas como "tia", "irmã", "mãe" ou "esposa". As manifestantes de "Onde está meu nome?" foram criticadas por extremistas religiosos, mas decidiram continuar, mesmo assim, a luta pelo direito das mulheres afegãs.

Fonte : RFI

terça-feira, 1 de agosto de 2017

Cidades espanholas no Marrocos


CEUTA E MELLILA
Uma quase que liga Espanha a Marrocos e a outra está mesmo dentro do território marroquino, tornando ambas verdadeiros enclaves – ou seja, como diz no dicionário, parte de um território dentro dos limites geográficos de um outro território ou país diferente.
Espanha diz que ambas as cidades já pertenciam ao seu território, antes de existir um reino marroquino e por isso são legitimamente espanholas.
Apesar disso, são várias as organizações que consideram Ceuta como território marroquino – são elas a Liga Árabe, a União Africana e a Conferência Islâmica.


Ceuta é um território com 18,5Km no topo do continente africano, ladeado pelo mar Mediterrâneo, junto ao estreito de Gibraltar.

Fica na pequena península de Almina, mesmo em frente à espanhola Algeciras.
Foi tornada cidade autónoma em 1995, mas ainda está ligada aos serviços de educação e judiciais de Granada, por exemplo. Tem mais de 82 mil habitantes, população constituída sobretudo por cristãos e muçulmanos, e minorias judaica e hindu.
A sua localização sempre foi o motivo de grandes quezílias, porque faz a ligação do Mediterrâneo com o oceano Atlântico. Em 1415 os portugueses conquistaram Ceuta e foi reconhecida como possessão portuguesa nos tratados de Alcáçovas (1479) e de Tordesilhas (1494). Depois disso, nos séculos XVII e XVIII, os marroquinos tentaram ganhar o pedaço de terra enquanto eram atacados por frotas anglo-holandesas.
O sultão Moulay Ismail conseguiu expulsar os espanhóis da costa marroquina, mas não fez o mesmo em Ceuta que, em 1812, é convertida num « ayuntamiento » constitucional e cem anos depois, em 1912, é instaurado o Protectorado Espanhol de Marrocos, que dura até à independência de Marrocos em 1956.
Foi em 1978 que com a nova constituição espanhola, que foi reconhecida Ceuta como parte integrante de Espanha. E foi em 1995 que lhe foi dado o estatuto de cidade autónoma. Os reis espanhóis Juan Carlos e Sofia fizeram uma visita oficial a Ceuta em 2007, depois de a cidade estar 80 anos sem receber qualquer visita de um monarca espanhol.
Pelo seu solo pouco fértil, Ceuta tem a sua economia sustentada com a actividade portuária. É um local por onde tentam passar muitos imigrantes ilegais africanos para a Europa e também usada na rota do tráfico de drogas.


Apesar de Ceuta ser provavelmente a mais conhecida, também Melilla é um enclave espanhol, bem dentro do território marroquino.
Marrocos reclama o seu pedaço de terra, mas Espanha nunca saiu de lá nem mostrou interesse em fazê-lo, por isso, Melilla é território espanhol.
Melilla está situada na parte oriental da cadeia montanhosa de Rife e virada para o mar Mediterrâneo. Tem um importante porto que serve para fazer a exportação de produtos marroquinos, como os curtumes, sapatos e conservas.
Melilla tem pouco mais de 12 quilómetros de superfície (12,3km) e cerca de 67 mil habitantes. A população é, na maioria, de origem espanhola e tem outras minorias como muçulmanos, judeus e hindus.
Mesmo sendo um pequeno pedaço de terra sempre foi muito cobiçado. No século XV passou a depender da coroa hispânica, mas entre 1860 e o primeiro terço do século XX foi lugar de combates que desencadearam a Guerra do Rife, também chamada de Segunda Guerra Marroquina. Este conflito decorreu entre 1920 e 1926 entre Espanha e as forças marroquinas de tribos rifenhas e dJebali. Só com a intervenção francesa – do lado dos espanhóis – é que Espanha conseguiu a vitória.
Fonte: Marrocos.com

sábado, 17 de junho de 2017

Profecia da bíblia estaria se cumprindo na Síria ?

São muitas as profecias que anunciaram sem sucesso o fim da humanidade. Recentemente tornaram-se virais algumas passagens do Antigo Testamento cuja coincidência com a realidade atual parece anunciar a iminência do apocalipse.
Trata-se de versículos do profeta Isaías, que ganham força com os acontecimentos bélicos na Síria e o conflito armado entre os países do Oriente Médio. Uma das passagens diz: “Todo o reino da Síria deixará de existir, assim como a cidade de Damasco; além disso, as cidades do norte, que são o orgulho de Israel, ficarão sem muralhas. Eu sou o Deus todo-poderoso e juro que assim será. Damasco deixará de ser uma cidade e se transformará em um monte de ruínas” (Livro de Isaías, capítulo 17, versículo 1).
O pastor australiano Gary Cristofaro afirmou que não devem ser feitas grandes suposições, uma vez que isso pode acabar sendo perigoso e que é necessário ser cauteloso com as interpretações da palavra de Deus. Já o pesquisador Tom Lombardo considera que a profecia da Síria é mais um exemplo de como os homens recorrem a velhas predições para tentar dar sentido a um mundo complexo.

Fonte: Super Curioso
Imagem: Shutterstock

terça-feira, 6 de junho de 2017

HENNA

A henna é uma planta originária da África, Ásia e norte da Austrália.
Eu tive meu primeiro contato com a henna ainda no Rio de Janeiro, quando fiz uma tatuarem em minha mão, uma clave de sol. Mas nada se compara as tatuagens de henna orientais! São traços precisos que se encontram e se separam novamente, formando um enigma aos olhos dos ocidentais.
A cor é alaranjado, mas vai depender de cada pele, as vezes pode ficar com um tom mais vermelho. Algumas mulheres usam no cabelo, fica um tom ruivo, e usam como medicina em animais, preparam o pó da henna e jogam no animal. Ou simplesmente passam nas mãos e nos pés sem nenhum design, fica tudo vermelho.
Essa arte milenar você encontra em qualquer Medina marroquina, é normal encontrar mulheres debaixo de um guarda-sol, sentada no chão, com sua jelaba e te chamando insistentemente, quase que uma intimidação.


Precisa ficar com as mãos bem abertas, sem mexer os dedos.


Mal você se senta em uma cadeirinha e ela já começa a preparar a henna, coloca dentro da seringa enquanto isso você tem cinco minutos para escolher sua tatuagem.

O cheiro já começa a exalar, existem pessoas com alergias, então se você nunca fez, experimente passar um pouco  no pulso antes. Vai arder, é normal. Mas se você sentir falta de ar, então é melhor não prosseguir.
Depois de finalizar a arte, ela te traz um fogareiro acesso, pede para que você estenda suas mãos sobre a brasa para que possa secar mais rápido. Gente, eu odeio essa parte!

Depois que secar você pode lavar, essa cor esverdeada sai e fica alaranjada.


Na hora de pagar, você pode negociar o valor, porque ela nunca vai te dizer antes de fazer quanto custa. Mas nunca pague mais de trinta dirham. Geralmente dura duas semanas.

É normal fazer henna nas datas festivas, como em casamentos. E quando nasce um bebê é costume passar nas mãos da criança como proteção e antiséptico. Minha cunhada fez em mim quando meu bebê nasceu. Foi uma festa linda.

Não gosto muito de fazer nos pés, mas foi uma ocasião muito especial.

Como servir atay

Existe todo um ritual para servir chá nos países árabes. Veja em um vídeo como servir atay.
O chá tem que ser servido do alto, não usa talheres para comer tagine, usam as mãos e o khobz (pão).






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