quarta-feira, 16 de agosto de 2017

Festival de dança árabe será realizado em Cuiabá


Cuiabá sediará a 2ª edição do Festival Nacional Shimmie, entre os dias 18, 19 e 20 de agosto. O evento nasceu em São Paulo em 2011 e tem como objetivo promover os praticantes de dança árabe, a cultura e a disseminação do conhecimento e do espirito esportivo. É pioneiro no gênero de festivais de dança oriental com um formato itinerante no Brasil.
Idealizado e produzido pela Revista Shimmie, na edição Cuiabá o evento conta com a parceria da produtora local Clara Azevedo, bailarina profissional reconhecida no cenário mato-grossense.
O festival celebra a riqueza cultural desta dança, promovendo e divulgando o trabalho dos artistas, criando intercâmbios com profissionais renomados e abrindo espaço para todas as vertentes e estilos que envolvem a Dança Árabe.
No dia 18 de agosto acontecerá um workshop para praticantes de Dança do Ventre com a bailarina paulista Mahaila el Helwa no estúdio CLAZ.
No dia 19 de agosto, no Cine Teatro, artistas de danças de todo o Estado se apresentarão durante a Mostra de Dança. Serão solos, duos e grupos. São mais de 100 bailarinos inscritos, divididos em quase 60 apresentações, que trarão para o público a oportunidades de conhecer esta dança tão rica e expressiva em nossa região. A Mostra inicia-se às 15h.
O Show de Gala acontecerá às 21h, também no dia 19 de agosto, no Cine Teatro, com a presença das bailarinas matogrossenses Clara Azevedo, Najmah al Nureen, Nathasha Said, Companhia Ayuni de Dança, Lary Yamal, Raquel Mendes e Marcos Matos e Yasmine Amar, e as bailarinas paulistas Mahaila el Helwa e Aziza Mor.
No domingo, 20 de agosto, acontecerá um workshop com a bailarina paulista Aziza Mor. Mahaila el Helwa e Aziza Mor são dois ícones da dança árabe brasileira. Referência para todas as profissionais da área pela excelência de seus trabalhos e magnetismo de suas apresentações.
Além da Mostra e do Show de Gala, durante todo o evento o público poderá visitar uma feira com expositores de produtos árabes, acessórios para dança, figurinos, revistas, CDs, livros e comida.
Para abrir a realização do festival, nos dias 14, 15, 16 e 17 de agosto o Shopping Goiabeiras sediará o Pré-lançamento do Festival Shimmie Cuiabá.


Todos os dias às 20h o publico poderá prestigiar uma apresentação de Dança do Ventre no segundo piso (em frente à bilheteria do cinema) no espaço Mostra de Dança do Grupo Caroline. Entrada Franca.
Fonte : folhamax

Argélia têm que decidir entre carreira e casamento


Enquanto a guerra civil na Argélia fazia estragos com cerca de 200 mil mortos em 1997, alguns apaixonados por futebol e jogadoras pioneiras criaram o time "Afak Relizane". As jogadoras, em sua maioria de origem humilde, conseguiram convencer seus familiares a aceitarem sua paixão por futebol, apesar dos preconceitos e de um reconhecimento econômico inexistente - além da proibição imposta por islamitas armados à prática de qualquer esporte por mulheres.
Nos últimos anos, o Afak Relizane dominou todas as competições nacionais que disputou com times de cidades grandes, vencendo seis copas e sete campeonatos da Argélia, além de duas copas do Magrebe. Mas as jovens enfrentam outra dificuldade: são obrigadas a escolher entre se casar, o que significa o fim da sua carreira no futebol, e o celibato, que permite que continuem vivendo a sua paixão.
"Aos sete anos, depois de sair da escola, eu ia jogar futebol com os meninos do meu bairro", conta Fathia, meio-campista da equipe de Relizane, uma cidade a 300 km de Argel.
Fathia e outras 13 jovens que viveram experiências similares às suas se reúnem em volta do seu treinador, Sid Ahmed Mouaz, ligadas pela mesma paixão pelo futebol.
Em 1997, durante a guerra civil, Relizane saiu do anonimato com o pior massacre da "década negra", que deixou mais de 1.000 mortos.
Os terroristas me enviaram uma carta para exigir que abandonássemos o futebol feminino", lembra Mouaz, que se recusou a cumprir a ordem.
"As meninas foram insultadas e cuspidas na saída dos estádios. Para os que têm uma mentalidade retrógrada, uma menina de boa família não deve jogar futebol", lamenta Mouaz.
"Vá para casa cozinhar" ou "procure um marido" são algumas das frases que a maioria das jovens escuta com frequência.
No estádio, as jogadoras contam com um dormitório, armários, uma televisão, um equipamento de som, um cozinheiro que prepara sua comida e, quando chegam, recebem a roupa, que seca ao ar livre após uma lavagem rápida.
No entanto, o corpo técnico as "obriga" a continuar com os estudos, a se inscreverem em um curso de formação, ou encontra um trabalho para elas.

A bola e o casamento

Quase todas as mulheres usam véu islâmico nesta cidade de quase um milhão de habitantes situada em uma região agrícola.
Estou orgulhosa da minha filha, mas ficarei mais tranquila se ela deixar a bola, se casar e usar o véu como as outras mulheres da região", admite Fatma, mãe de Fathia, jogadora da seleção da Argélia.
Viúva e mãe de seis meninos, Fatma fala da sua angústia permanente de morrer antes de que sua filha encontre um marido.
Cada vez que uma das meninas é cortejada por um menino, ouve sempre o mesmo refrão: "a bola ou o casamento".
Mouna, atacante, se casará em março e abandonará seu sonho de jogar futebol.
"Se houvesse alguma motivação, continuariam jogando da mesma forma após o casamento", afirma o treinador Mouaz.

Mas nenhum patrocinador está interessado em seu time, que carece de financiamento. Na Argélia, o futebol feminino ainda é amador.
12 euros por jogo
"Não se financia um time de futebol feminino em Relizane", lamentam várias jogadoras, decepcionadas por obterem tão pouco reconhecimento quando se destacam em campo. Seis delas jogam na equipe nacional.
Um ex-wali (presidente da região) lhes ofereceu um micro-ônibus, pouco confortável para seus longos trajetos.
Quando ganham uma partida, recebem 1.500 dinares (12 euros) - "uma miséria", diz Mouaz, indignado.
O orçamento anual acordado com as autoridades locais é de cerca de 3,2 milhões de dinares (27.313 euros).
Após sua última vitória, o wali recebeu as meninas para homenageá-las. Embora elas esperassem um pequeno gesto financeiro, receberam uma mochila esportiva e um agasalho.
"O amor pelo futebol é mais forte que a mentalidade retrógrada, mas tudo é feito para romper este time", resume um dos fundadores do Afak.
Fonte : G1

segunda-feira, 14 de agosto de 2017

Canibalismo por causa de homossexualismo em El Jadida


Canibalismo em Azemmour: ele come o coração de seu amante depois de matá-lo
Uma pessoa é acusada de ter assassinado seu amigo de 14 anos e comeu seu coração e bebeu seu sangue em Azzemmour, relata o jornal Al Akhbar em sua edição de segunda-feira 14 de agosto, informa H24infonews.
O procurador-geral da Corte de Recurso de El Jadida prorrogou no sábado, 24 horas, a custódia de uma pessoa acusada de ter assassinado seu amigo de 14 anos no cemitério cristão da cidade de Azzemmour Então comeu seu coração e bebeu seu sangue, relata o jornal Al Akhbar em sua edição de segunda-feira.

De acordo com o jornal, o procurador-geral da Corte de Recurso de El Jadida deu suas instruções para apresentar o acusado nascido em 1985 para a avaliação médica para examinar sua saúde mental. Enquanto isso, os serviços de segurança nacional não podiam determinar a identidade da vítima que não possuía documentos de identidade no momento do seu assassinato.
De acordo com fontes bem informadas, o suspeito revelou após sua prisão que a vítima é uma pessoa sem residência de Casablanca. Ele a conheceu em um jardim público em Azzemmour.
Quanto aos motivos do assassinato descrito pelo jornal como "um dos crimes mais abjeta da cidade", as mesmas fontes indicaram que, no dia do crime, o entrevistado concordou com a vítima, Ter uma relação homossexual que troca, por sua vez, as posições ativas e passivas.
Mas a vítima se recusou a jogar o jogo uma vez que conseguiu satisfazer suas necessidades sexuais à custa de quem, frustrado e irritado, agarrou uma faca e cortou seu amante e então bebeu seu sangue antes de abrir o seu Peito, para extrair seu coração para devorá-lo e eventualmente fugir.
Depois de terem sido investigados por cidadãos que descobriram o corpo da vítima encontrado no cemitério cristão da cidade de Azzemmour, os serviços de segurança nacional chegarão ao culpado na cidade de El Jadida O diário diz.
Pesquisas ainda estão em andamento para descobrir a identidade da vítima, disse o jornal.

Adolescente foi condenada a ser estuprada por decisão de um conselho de 'sábios'

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Uma adolescente de 16 anos foi condenada a ser estuprada por decisão de um conselho de "sábios", conhecido como "panchayat", em uma aldeia no leste do Paquistão, como punição pelo crime de estupro cometido pelo seu próprio irmão, contra uma outra menina de 12 anos.
O caso ocorreu em meados de julho, na aldeia de Raja Jam, com 3 mil habitantes. As duas jovens foram acolhidas em um refúgio para mulheres, na província de Punyab, onde fica localizada a aldeia.
No Paquistão, a decisão dos conselhos, os "pachayat", são consideradas quase decisões da Justiça, enquanto os Tribunais paquistaneses, baseados no sistema britânico, ainda são vistos como um fenômeno externo. As decisões dos conselhos, entretanto, recebem muitas críticas.
"Tudo nesse sistema é baseado na honra, e não tem nada mais desonroso para uma família que o estupro de uma filha", explica a militante feminista Aisha Sarwari.
Ela explica assim que a punição para uma família onde um homem cometeu um estupro é que um homem da família da pessoa estuprada "devolva" o crime na mesma moeda.
Uma investigação foi aberta sobre o caso do conselho da Raja Jam. Em 2006, o Supremo Tribunal do Paquistão tentou por fim aos "pachayat", porém a decisão da Justiça foi revertida pelo governo, para resolver conflitos locais.
Fonte: midiamax

Garota de 8 anos morre durante noite de núpcias com seu marido


O portal Emirates informou que uma menina de oito anos de idade iemenita morreu no primeiro dia de sua lua de mel apos se casar com um homem com mais de 40 anos de idade. Ela foi identificada como Rawan e sua morte foi provocada devido a rupturas no útero e outros órgãos depois de dormir com o marido em um hotel local, logo após seu casamento.
Este caso chamou a atenção de ativistas que solicitam que o casamento no país seja liberado para pessoas com idade mínima de 18 anos e que este caso não fique impune os envolvidos que sejam punidos tanto o marido quanto ao padastro da menina que a vendeu pela quantia equivalente a 6 mil reais.
Outros casos:
Em Hajjah, província no noroeste do Iêmen, Sidaba põe maquiagem pela primeira vez e usa um véu de noiva bordado à mão… Ela tem 11 anos e se prepara para o dia de seu casamento.




“Eu me escondia toda vez que o via. Detestava olhar para ele”, diz Tahani (de rosa), lembrando-se do início de seu casamento com Majed, quando tinha 6 anos, e ele, 25. Agora com 8 anos, ela posa para um retrato em Hajjah, juntamente com Ghada, também casada.
A notícia é de 2013, mas ainda continua a acontecer, infelizmente.
Fonte : Cultura Pop Nejo

quarta-feira, 9 de agosto de 2017

Eid Al Adha – Saiba mais sobre a “Festa do Sacrifício”

Eid Al Adha significa, literalmente, a “Festa do Sacrifício”. É um feriado islâmico que marca a disposição de Abraão de sacrificar seu filho Ismael como um ato de obediência a Allah – e a misericórdia de Allah em colocar um cordeiro no lugar de Ismael no último momento. Os muçulmanos acreditam que o momento em que Abraão levantou a faca, Allah disse-lhe para parar, informando que ele tinha passado no teste e que deveria substituir Ismael com um carneiro de sacrifício. Este Eid também marca o fim do Hajj, a peregrinação anual a Meca, na Arábia Saudita.

Quando é?
O Eid Al Adha é observado anualmente e acontece no décimo dia do Dhu al-Hijjah, o décimo segundo mês de acordo com o calendário lunar. Ou seja, a cada ano, cai em um dia diferente do nosso calendário. Este ano, a data é 31 de agosto em alguns países da América e em outros países será dia 01 de setembro. A celebração acontece imediatamente após o Dia de Arafat.
Dia de Arafat?
Ocorre um dia antes do Eid Al Adha, no nono dia do mês, e marca o dia em que Abraão aceitou o pedido de Allah e se dirigiu ao monte para executar o sacrifício de seu filho. Exatamente por isso, no Dia de Arafat o álcool é banido e os fiéis costumam peregrinar até o Monte Arafat e orar.
Quantos Eids existem?
Dois. O Eid-al-Fitr marca o fim do Ramadã, quando os muçulmanos em todo o mundo quebram seu longo jejum de um mês. A data do Eid al-Adha também varia de acordo com o calendário lunar islâmico.
Como é celebrado?
Monte Arafat

O dia começa com as orações da manhã, seguido de visitas a familiares e amigos e da troca de comida e presentes. Animais são abatidos, normalmente uma ovelha ou uma cabra, durante as celebrações do Eid como um símbolo do sacrifício de Abraão a Alá. Os animais têm de cumprir determinadas características a fim de qualificar-se para o sacrifício: eles não podem estar doentes, cegos, coxos ou visivelmente abatidos e devem respeitar restrições de idade.
A carne é, então, dividida em três partes: uma parte para a família, uma para amigos e parentes e outra para os pobres e necessitados. Depois disso, tradicionalmente, ela é usada para fazer um churrasco e outros pratos baseados na proteína e, por isso, este Eid é conhecido como o “Eid Salgado” – versus o “Eid Doce”, representado pelo Eid-al-Fitr, quando a ênfase é dada a pratos doces.
Não só o abate é divido com os mais necessitados, como os muçulmanos compartilham comida e dinheiro com os pobres para que eles possam tomar parte nas celebrações. Desta forma, a caridade é uma parte fundamental do Eid Al Adha, assim como do Eid-al-Fitr e da religião (caridade é um dos cinco pilares do Islã, sabia?), e aqueles que podem devem ajudar os menos afortunados, especialmente nessas datas.


Fonte : Destino Dubai
Imagens : Google

Quando é Eid al-Adha em 2017?

Note-se que no calendário muçulmano, um feriado começa no pôr do sol do dia anterior, então os muçulmanos vão  comemorar Eid al-Adha no pôr do sol de quinta-feira, 31 de agosto deste ano.
Embora Eid al-Adha esteja sempre no mesmo dia do calendário islâmico, a data no calendário gregoriano varia de ano para ano, já que o calendário gregoriano é um calendário solar e o calendário islâmico é um calendário lunar. Esta diferença significa que Eid al-Adha se move no calendário gregoriano aproximadamente 11 dias por ano. A data de Eid al-Adha também pode variar de país para país, dependendo se a lua tenha sido avistada ou não.
As datas fornecidas aqui são baseadas nas datas adotadas pelo Conselho Fiqh da América do Norte para a celebração do Eid al-Adha. Observe que essas datas são baseadas em cálculos astronômicos para afirmar cada data, e não no avistamento real da lua com os olhos nus. Essa abordagem é aceita por muitos, mas ainda está sendo debatida.
O Rei do Marrocos Mohamed VI instruindo o sacrifício.

Mulheres afegãs lançam campanha para ser chamadas por seus nomes

A campanha "Onde está meu nome?", organizada por diversas mulheres, tem tomado conta das redes sociais desde o dia 5 julho no Afeganistão. Laleh Osmany, jovem de Hérat, cidade no oeste do país, foi quem iniciou o movimento no Facebook. Ela exige algo que parece simples em diversos lugares no mundo: ser chamada por seu nome.

No Afeganistão, a identidade das mulheres não aparece em suas certidões de nascimento e de casamento. Em cidades mais afastadas, os homens usam até apelidos como "meu animal", "minha cabrita" ou "minha galinha". Quando perguntamos às mulheres nas ruas, por exemplo, se elas são chamadas por seus nomes, elas respondem: "Não, nós temos o hábito de guardar nosso nome em segredo. Se nós o revelássemos, isso nos causaria problemas com nossa família".

Uma professora de Cabul vestida com seu uniforme, só é reconhecida pela sua profissão. Segundo uma tradição local, um homem cujo nome da esposa é conhecido por pessoas que não são de sua família é considerado incapaz de protegê-la.

Sem menção às mulheres

Tahmina Arian, jovem estudante de ciências políticas de 26 anos, moradora de Kaboul, não esperou muito para se juntar ao movimento. Após pesquisar um pouco a respeito, ela se deu conta de que, na maior parte dos cemitérios, não há menção às mulheres. "Fiquei chocada, em alguns túmulos estava escrito 'mulher de fulano'".

Para Tahmina, sem ter um nome público, as mulheres ficam impedidas de se definir como seres humanos e de ter consideração por si mesmas. "Quero que as coisas mudem. Estou cansada de ver que no século 21 as pessoas vivem como se estivessem na Idade Média. É difícil, é doloroso. Se eu não agir, quem agirá? É preciso começar por algum lugar e estamos tentando o máximo que podemos", afirma.

A estudante explica que sua mãe nunca foi chamada pelo nome e sempre recebeu alcunhas como "tia", "irmã", "mãe" ou "esposa". As manifestantes de "Onde está meu nome?" foram criticadas por extremistas religiosos, mas decidiram continuar, mesmo assim, a luta pelo direito das mulheres afegãs.

Fonte : RFI

terça-feira, 1 de agosto de 2017

Cidades espanholas no Marrocos


CEUTA E MELLILA
Uma quase que liga Espanha a Marrocos e a outra está mesmo dentro do território marroquino, tornando ambas verdadeiros enclaves – ou seja, como diz no dicionário, parte de um território dentro dos limites geográficos de um outro território ou país diferente.
Espanha diz que ambas as cidades já pertenciam ao seu território, antes de existir um reino marroquino e por isso são legitimamente espanholas.
Apesar disso, são várias as organizações que consideram Ceuta como território marroquino – são elas a Liga Árabe, a União Africana e a Conferência Islâmica.


Ceuta é um território com 18,5Km no topo do continente africano, ladeado pelo mar Mediterrâneo, junto ao estreito de Gibraltar.

Fica na pequena península de Almina, mesmo em frente à espanhola Algeciras.
Foi tornada cidade autónoma em 1995, mas ainda está ligada aos serviços de educação e judiciais de Granada, por exemplo. Tem mais de 82 mil habitantes, população constituída sobretudo por cristãos e muçulmanos, e minorias judaica e hindu.
A sua localização sempre foi o motivo de grandes quezílias, porque faz a ligação do Mediterrâneo com o oceano Atlântico. Em 1415 os portugueses conquistaram Ceuta e foi reconhecida como possessão portuguesa nos tratados de Alcáçovas (1479) e de Tordesilhas (1494). Depois disso, nos séculos XVII e XVIII, os marroquinos tentaram ganhar o pedaço de terra enquanto eram atacados por frotas anglo-holandesas.
O sultão Moulay Ismail conseguiu expulsar os espanhóis da costa marroquina, mas não fez o mesmo em Ceuta que, em 1812, é convertida num « ayuntamiento » constitucional e cem anos depois, em 1912, é instaurado o Protectorado Espanhol de Marrocos, que dura até à independência de Marrocos em 1956.
Foi em 1978 que com a nova constituição espanhola, que foi reconhecida Ceuta como parte integrante de Espanha. E foi em 1995 que lhe foi dado o estatuto de cidade autónoma. Os reis espanhóis Juan Carlos e Sofia fizeram uma visita oficial a Ceuta em 2007, depois de a cidade estar 80 anos sem receber qualquer visita de um monarca espanhol.
Pelo seu solo pouco fértil, Ceuta tem a sua economia sustentada com a actividade portuária. É um local por onde tentam passar muitos imigrantes ilegais africanos para a Europa e também usada na rota do tráfico de drogas.


Apesar de Ceuta ser provavelmente a mais conhecida, também Melilla é um enclave espanhol, bem dentro do território marroquino.
Marrocos reclama o seu pedaço de terra, mas Espanha nunca saiu de lá nem mostrou interesse em fazê-lo, por isso, Melilla é território espanhol.
Melilla está situada na parte oriental da cadeia montanhosa de Rife e virada para o mar Mediterrâneo. Tem um importante porto que serve para fazer a exportação de produtos marroquinos, como os curtumes, sapatos e conservas.
Melilla tem pouco mais de 12 quilómetros de superfície (12,3km) e cerca de 67 mil habitantes. A população é, na maioria, de origem espanhola e tem outras minorias como muçulmanos, judeus e hindus.
Mesmo sendo um pequeno pedaço de terra sempre foi muito cobiçado. No século XV passou a depender da coroa hispânica, mas entre 1860 e o primeiro terço do século XX foi lugar de combates que desencadearam a Guerra do Rife, também chamada de Segunda Guerra Marroquina. Este conflito decorreu entre 1920 e 1926 entre Espanha e as forças marroquinas de tribos rifenhas e dJebali. Só com a intervenção francesa – do lado dos espanhóis – é que Espanha conseguiu a vitória.
Fonte: Marrocos.com

Que o Marrocos é um país rico em cultura todos já sabemos, mas que culturas são essas? Hoje vou falar de um costume secular marroquino (e ...